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Oi, boas-vindas
à Mixtape #26

Meu nome é Giovanna Cianelli, e, toda semana, você vai receber uma playlist com músicas selecionadas a partir da minha pesquisa musical. A ideia é explorar sons de diferentes países, gêneros e épocas.

Abrimos esta edição com “Holy”, o novo single de Mac DeMarco, que chega como um suspiro silencioso em meio ao barulho do mundo. Mac se tornou um arquétipo do cara que grava tudo em casa, que canta com voz mansa sobre coisas simples, que transforma o banal em beleza. Desde o sucesso de 2 e Salad Days, ele ajudou a moldar o som de toda uma geração indie. “Holy” tem algo de espiritual e cru, como se fosse uma carta íntima nunca enviada. É bonita e vulnerável. O músico vai sair em turnê e, inclusive, vai passar pelo Brasil. Os ingressos foram concorridíssimos e acabaram no mesmo dia (felizmente, eu consegui o meu).

Oi, boas-vindas
à Mixtape #26

Meu nome é Giovanna Cianelli, e, toda semana, você vai receber uma playlist com músicas selecionadas a partir da minha pesquisa musical. A ideia é explorar sons de diferentes países, gêneros e épocas.
Abrimos esta edição com “Holy”, o novo single de Mac DeMarco, que chega como um suspiro silencioso em meio ao barulho do mundo. Mac se tornou um arquétipo do cara que grava tudo em casa, que canta com voz mansa sobre coisas simples, que transforma o banal em beleza. Desde o sucesso de 2 e Salad Days, ele ajudou a moldar o som de toda uma geração indie. “Holy” tem algo de espiritual e cru, como se fosse uma carta íntima nunca enviada. É bonita e vulnerável. O músico vai sair em turnê e, inclusive, vai passar pelo Brasil. Os ingressos foram concorridíssimos e acabaram no mesmo dia (felizmente, eu consegui o meu).
De lá, seguimos direto para um dos grooves mais irresistíveis desta mixtape: “Bi Kameleou”, da banda Volta Jazz, um dos grupos mais vibrantes da cena afro-funk de Burkina Faso nos anos 70. Na terceira faixa, uma banda que merece holofotes: Habibi, grupo nova-iorquino liderado por mulheres e com raízes iranianas, que mistura garage rock, psicodelia dos anos 60 e melodias inspiradas na música tradicional do Oriente Médio. “I Got the Moves” é um ótimo exemplo desse encontro de mundos: tem riff de guitarra chiclete, vocal retrô e uma energia que remete tanto às Shangri-Las quanto aos Thee Oh Sees.
De lá, seguimos direto para um dos grooves mais irresistíveis desta mixtape: “Bi Kameleou”, da banda Volta Jazz, um dos grupos mais vibrantes da cena afro-funk de Burkina Faso nos anos 70. Na terceira faixa, uma banda que merece holofotes: Habibi, grupo nova-iorquino liderado por mulheres e com raízes iranianas, que mistura garage rock, psicodelia dos anos 60 e melodias inspiradas na música tradicional do Oriente Médio. “I Got the Moves” é um ótimo exemplo desse encontro de mundos: tem riff de guitarra chiclete, vocal retrô e uma energia que remete tanto às Shangri-Las quanto aos Thee Oh Sees.
Logo depois, entramos na atmosfera cósmica de “Fazon”, da banda Sopwith Camel. Lançada em 1973, a música é um clássico da psicodelia californiana. O disco de onde ela vem, The Miraculous Hump Returns from the Moon, tem esse título esquisito e encantador.

No meio da seleção, um respiro doce e romântico com Syreeta, musa da Motown e parceira musical (e ex-mulher) de Stevie Wonder, em “I Love Every Little Thing About You”. Aí vem o fogo da cozinha: “Hot Barbeque”, instrumental pegajoso de Jack McDuff, mestre do órgão Hammond e figura essencial do soul-jazz. 
Depois, vem a joia disco brasileira “Suspira”, uma das faixas mais sensuais e cintilantes da dupla Lincoln Olivetti & Robson Jorge. A penúltima faixa traz o folk roqueiro e introspectivo de Amen Dunes em “Lonely Richard”, uma canção que vai crescendo aos poucos. Encerramos com uma das músicas mais lindas já feitas sobre gratidão: “Be Thankful for What You Got”, do Love — aqui numa versão da fase solo de Arthur Lee, vocalista e fundador da banda. O Love, pra quem não conhece, foi uma das bandas mais cultuadas da cena psicodélica de Los Angeles nos anos 60, e seu disco Forever Changes é considerado um dos melhores de todos os tempos. Mas essa música vem depois e tem um espírito diferente — menos ácido, mais sereno. Um lembrete suave de que o que você tem já pode ser tudo.
Depois, vem a joia disco brasileira “Suspira”, uma das faixas mais sensuais e cintilantes da dupla Lincoln Olivetti & Robson Jorge. A penúltima faixa traz o folk roqueiro e introspectivo de Amen Dunes em “Lonely Richard”, uma canção que vai crescendo aos poucos. Encerramos com uma das músicas mais lindas já feitas sobre gratidão: “Be Thankful for What You Got”, do Love — aqui numa versão da fase solo de Arthur Lee, vocalista e fundador da banda. O Love, pra quem não conhece, foi uma das bandas mais cultuadas da cena psicodélica de Los Angeles nos anos 60, e seu disco Forever Changes é considerado um dos melhores de todos os tempos. Mas essa música vem depois e tem um espírito diferente — menos ácido, mais sereno. Um lembrete suave de que o que você tem já pode ser tudo.
Espero que curtam e até a próxima.

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