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Oi, boas-vindas
à Mixtape #46

Meu nome é Giovanna Cianelli, e, toda semana, você vai receber uma playlist com músicas selecionadas a partir da minha pesquisa musical. A ideia é explorar sons de diferentes países, gêneros e épocas.

A mixtape dessa semana caminha sem pressa, pra gente começar o ano com calma. Tem sol batendo em concreto, gente passando, histórias do cotidiano. É uma seleção que atravessa o Brasil, o norte da África, a Etiópia, o Caribe e Nova York.

Oi, boas-vindas
à Mixtape #46

Meu nome é Giovanna Cianelli, e, toda semana, você vai receber uma playlist com músicas selecionadas a partir da minha pesquisa musical. A ideia é explorar sons de diferentes países, gêneros e épocas.
A mixtape dessa semana caminha sem pressa, pra gente começar o ano com calma. Tem sol batendo em concreto, gente passando, histórias do cotidiano. É uma seleção que atravessa o Brasil, o norte da África, a Etiópia, o Caribe e Nova York.
Abrimos com Doris Monteiro, a rainha do rádio, em “É isso aí”, uma daquelas músicas que parecem simples, mas carregam uma elegância absoluta. Logo depois, Ahmed Fakroun puxa a mixtape para outro eixo com “Nisyan”, em que synths, melancolia e groove se misturam num clima quase hipnótico, meio deserto, meio pista. Tem uma versão de alguma música muito famosa aqui, mas que não consegui identificar (se alguém lembrar, me manda uma mensagem que compartilho na próxima semana).
Abrimos com Doris Monteiro, a rainha do rádio, em “É isso aí”, uma daquelas músicas que parecem simples, mas carregam uma elegância absoluta. Logo depois, Ahmed Fakroun puxa a mixtape para outro eixo com “Nisyan”, em que synths, melancolia e groove se misturam num clima quase hipnótico, meio deserto, meio pista. Tem uma versão de alguma música muito famosa aqui, mas que não consegui identificar (se alguém lembrar, me manda uma mensagem que compartilho na próxima semana).
Na sequência: Trio Esperança, em “Não aguento você”, traz aquela leveza ensolarada da bossa pop, enquanto Antonio Carlos & Jocafi aparecem com “Kabaluere”, puro balanço dessa música que já foi muito sampleada por aí. No meio do caminho, Molly Lewis entra com “Balcony for Two”, quase como uma pausa cinematográfica: assobios, silêncio e intimidade.
O groove ganha densidade com Antibalas e “Che Che Cole”, afrobeat urbano, político e pulsante, seguido por um Roberto Carlos menos óbvio em “Do outro lado da cidade”, aqui na versão remasterizada de 1969, carregada de melancolia. 
O groove ganha densidade com Antibalas e “Che Che Cole”, afrobeat urbano, político e pulsante, seguido por um Roberto Carlos menos óbvio em “Do outro lado da cidade”, aqui na versão remasterizada de 1969, carregada de melancolia. 
Na reta final, a mixtape se expande: Mulatu Astatke, em “Ené Alantchie Alnorem”, traz aquela sofisticação etíope que parece suspender o tempo, e fechamos com Ikebe Shakedown em “No Answer”, instrumental denso, noturno, perfeito para quando a cidade vai apagando as luzes, mas a cabeça continua ligada.
Como já dizia Doris na nossa primeira faixa: “é isso aí”, o ano começou.
Desejo um excelente 2026 para os clubers, recheado de descobertas musicais e momentos lindos.
Até a próxima. 

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